by 26.1.15 3 comentários


Mutatis mutandis
Rompendo a estagnação
Dos processos que não procedem
Dos ponteiros que não giram, senão
Em sentido contrário
Como se pudessem assim
Retroceder 
O pouco de mim

Ad argumentandum
Revendo paradigmas
De jovens enragés viris
De velhos conceitos hostis, senão
Em sentido retrógrado
Como se quisessem assim
Enraizar
O tudo de mim

Mutatis mutandis
Dos processos que não procedem
Mutatis mutandis
Dos princípios que nos refletem. 

Dênis Girotto de Brito

Escritor

Poeta e contista, autor do livro "Os três lados da moeda: vida e morte em poesia" e colaborador em diversas antologias de contos.

3 comentários:

  1. Cara que lindo, eu tenho o hábito de fantasiar personagens que escrevem essas coisas.
    Não sei se é um hábito bom, mas faço isso desde sempre.
    E com tais palavras, imaginei um vampiro, aproximando-se da loucura e desespero, do fim de uma tarde em uma cidade lotada de objetivos fúteis.
    Simplesmente, amei!
    Sexo, Fraldas e Rock'n Roll

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    Respostas
    1. Que bom que gostou, Paola. Impressionante como cada leitor gera uma interpretação bastante pessoal. Fiquei surpreso com a sua associação do poema com o personagem de um vampiro à beira da loucura. :)

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  2. Muito boa essa poesia, bem criativa.

    Arthur Claro
    http://www.arthur-claro.blogspot.com

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