A CANÇÃO DO VENTO

by 27.5.11 1 comentários

O vento sopra, enfadonho
Triste pelas curvas que faz
Silencioso e perpétuo
Acaricia os corpos
E os corpos se deixam tocar

As folhas dançam
na música silenciosa do vento
em árduas notas dissonantes
lamentos tristes, tocantes
que cantam a canção do tempo

Faz esculturas nas nuvens
desenha as dunas de areia
as formas mais abstratas
aleatoriamente inexatas
densas florestas semeia

Leva amores, sabores,
flores de todas as cores
e segue seu caminho, enfadonho
triste pelas curvas que faz
Silencioso e perpétuo.

{Girotto Brito}
Bragança, Pará, 19 de junho de 2010.

Dênis Girotto de Brito

Escritor

Poeta e contista, autor do livro "Os três lados da moeda: vida e morte em poesia" e colaborador em diversas antologias de contos.

Um comentário:

  1. Não sabemos de onde vem e nem onde vai :3
    é isso que torna mais bonito ao se pensar no vento

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