O TEATRO DOS POETAS

by 27.5.11 1 comentários

Quão distante está a luz?
A sombra não me permite enxergar
Quão perversa é a natureza
Que não me deixa voar?
E quão cruel é o poeta?
Que em seus versos põe-se a matar

De tantas cores, aromas, sabores
Das muitas derrotas e dores
Eu nasço
Eu cresço
E apareço, se for preciso

E quem está no divã na hora que cai o pano?
Quem revela a verdade quando se cai no engano?

Das suaves flores vermelhas, de amores
Dos teatros cheios de vozes e atores
Eu me faço
Eu me crio
E até copio, se for preciso

O que me dirá quando a brincadeira acabar?
O que tentará quando seu plano falhar?

{Girotto Brito}
Bragança, Pará, 7 de junho de 2010

Dênis Girotto de Brito

Escritor

Poeta e contista, autor do livro "Os três lados da moeda: vida e morte em poesia" e colaborador em diversas antologias de contos.

Um comentário:

  1. cá estou eu
    lendo o blog desde a sua primeira postagem
    sei lá me deu uma curiosidade enorme do que foi postado aqui primeiro por isso cheguei aqui ;)

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