A MENINA DO RIO

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Doce como mel
azeda e temperamental
e se o véu a pureza tapas
como o céu irradia as graças
da face inteira, surreal

Pensa que me engana, moça?
Sei que gosta de mim
E torça pra que ninguém veja
as fugas que você planeja
e os dias, para nós, sem fim

Tão distante das sombras do mal 
quão sedenta és do pecado?
E se tal luxo ofereço
como sal todo embranqueço
diante do gosto negado

Não sabe o que é paciência
não olha nos olhos do seu
mas diga-me moça do rio
se a ti o coração entrego 
e da vida tudo renego
mostrar-se-á de fato à mim?

{Girotto Brito}
Bragança, Pará, 26 de maio de 2011.

Dênis Girotto de Brito

Escritor

Poeta e contista, autor do livro "Os três lados da moeda: vida e morte em poesia" e colaborador em diversas antologias de contos.

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